segunda-feira, 28 de março de 2011

Tralha do Pior

 

O blogue TRALHA DO MELHOR tem uma rubrica semanal intitulada Tralha do Pior, e convidou-me para escrever um artigo sobre filhos. Ora então cá está o artigo que escrevi, publicado na sexta-feira AQUI.

Passem por lá. É um blogue muito interessante e inspirador!!

 

Foi-me lançado um desafio, escrever para a rubrica Tralha Do Pior com o tema Filhos!

Ok! Filhos! So what???

É certo que eu tenho 2 filhas, e…?

Isso faz de mim o quê?!! Alguma expert, experiente e conhecedora do assunto??

Não!!! Faz de mim… MÃE!!

E não é fácil ser mãe de 2 adolescentes com tudo o que isso acarreta, com todos os medos, com todos os perigos que rondam os jovens, e são tantos que me perderia para os enumerar aqui a todos. Mas, das coisas que mais custa é sem dúvida vê-las sofrer, principalmente quando sofrem devido a terceiros… estou a falar de bullying!

40% das crianças portuguesas são vitimas de bullying, é assustador, não é?

O termo bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, adoptadas por 1 ou mais indivíduos contra outro, o que causa dor e angústia, executadas numa relação desigual de poder. Quando alguém intencionalmente causa, ou tenta causar, danos ou mal-estar a outra pessoa, que pode ser físico, verbal, psicológico e/ou sexual. Tudo isto tem efeitos e consequências no saudável desenvolvimento, na aprendizagem, e no bem-estar bio-psico-social.

Compete aos pais e educadores/professores estar atento a toda esta problemática sabendo reconhecer sinais indicadores deste tipo de situação, e tomando as medidas necessárias para eliminar estas acções.

No ano passado a minha filha mais nova foi vítima. Porquê? Por denunciar uma situação de bullying de uma amiga. Sofreu exclusão intencional. A situação foi rapidamente resolvida, porque teve uns pais atentos e preocupados, e, porque teve uma directora de turma que soube muito bem lidar com esta situação.

Já o sofreu também a minha filha mais velha… mas esta foi mais difícil de resolver…

E o que falhou aqui? O completo descrédito por parte da escola… dos professores… a espera pelo cumprimento dos prazos para o Sr. Director nos receber… as insinuações por parte da directora de turma de que se ela era perseguida era porque tinha algum problema de adaptação, e era de tal forma frágil, que “naturalmente” os colegas a perseguiam… o tentarem esconder e camuflar a situação… e o facto de não ser agressão física, que é muito mais fácil de provar, mas não mais marcante do que a psicológica, que era o caso dela.

Felizmente os pais estiveram aqui… Felizmente os pais puderam colocá-la em consultas de psicologia… Felizmente ela foi forte e a situação foi resolvida ao fim de 4 semanas da denúncia… por ela própria, conversou com os agressores, esclareceram todos os equívocos, e claro está que aqui também pesou e muito, senão foi mesmo o que mais pesou, o facto de ter havido uma denúncia oficial por escrito, ter sido aberto inquérito, terem sido chamados todos os encarregados de educação dos envolvidos…

Tudo isto deixa marcas, faz sofrer, e muito…

O ver o medo estampado no rosto dela… a tristeza… a revolta… e o mais incrível ouvi-la dizer que eles se calhar até tinham razão… a perda total de auto estima… vê-la sair de casa para a escola a chorar e a pedir para ficar… o querer que ela ficasse para a poupar da dor, mas ao mesmo tempo ter que empurrá-la para ir… a revolta e a angústia… a impotência… o sentimento inútil de vingança…

Que mãe não vira uma fera quando alguém ameaça as suas crias?

E infelizmente, o que mais há por aí, são ameaças…

Mas, algumas conseguimos eliminar, principalmente quando são mais crianças, outras conseguimos dar-lhes as armas para eles próprios as eliminarem… agora, e no futuro, porque não vamos estar sempre aqui para os ajudar, para os defender…

O mais importante mesmo, é sermos Mães e Pais, e fazermos os possíveis e os impossíveis, para que eles sejam felizes, certo?

 

Luisinha

4 comentários:

  1. Muito bem, este texto está muito completo, acho que na maioria dos casos o problema é que os pais não sabem como lidar. De certo que quando são bons pais percebem imediatamente quando os filhos tem algum problema e têm necessariamente de os resolver

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  2. Um texto muito bom! Tanto que tenho que aprender...

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Vá lá!!! Diz qualquer coisa aqui á menina!! ;))